O sigilo que pode ser quebrado

Esta semana poderá ser divulgada o conteúdo das 78 delações de ex-funcionários da construtora Odebrecht. O primeiro passo para se tornarem públicos é a transferência da Procuradoria-Geral da República para o Supremo Tribunal Federal (STF).  A expectativa é que isso aconteça já nesta segunda-feira.

Na quinta-feira houve um forte boato de que isso já teria acontecido. As delações estão nas mãos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, há pouco mais de 40 dias.

Além da quebra do sigilo do material da Lava Jato, Janot deve pedir a abertura de inquéritos contra políticos suspeitos de corrupção, com base no que se apurou nos depoimentos.

São mais de 900 depoimentos, incluindo transcrições, áudios e vídeos. Inicialmente, o pacote incluía 77 nomes, mas o executivo Fernando Migliaccio, que estava preso na Suíça, entrou no acordo, elevando o número para 78.

O conteúdo das delações promete espalhar a crise gerada pelas investigações da Lava Jato para um amplo número de políticos importantes de Brasília e de diversos Estados.

Há indícios de que caciques do PMDB, PT e PSDB foram implicados. E se espera que o Planalto de Michel Temer seja atingido com força. Diante de sua magnitude, o pacote de acordos ganhou o apelido de delação do fim do mundo”

O jornal El Pais conta que com a enorme quantidade de material, o Supremo sugeriu, a pedido dos jornalistas, que os veículos de comunicação levassem ao local um HD de dois terabytes ou dois HDs de um terabyte cada, cada um deles capaz de armazenar algo como quatro dezenas de filmes em alta resolução ou 320 mil fotos, por exemplo. Até a última sexta-feira, 40 veículos de comunicação haviam deixado o material no órgão.

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