Os seis que “turbinaram” o impeachment de Dilma

Dificilmente, o processo de impeachment teria sido aprovado na Câmara dos Deputados e encaminhado para o Senado não fosse a atuação de algumas figuras de fora do mundo político.

São pessoas, digamos, comuns que se tornaram protagonistas da crise política. O levantamento é da BBC. Mas hoje esse enredo é mais uma vez protagonizado pelos senadores, que ouvem pelo terceiro dia testemunhas arrolados no processo.

O procurador do Ministério Público Julio Marcelo Oliveira, ouvido na quinta-feira como informante da acusação no processo de impeachment que corre no Senado, teve papel determinante na investigação das chamadas “pedaladas fiscais” – atrasos nos repasses da União para bancos que pagavam programas federais.

Janaina Paschoal é advogada da acusação no processo de impeachment que está a ponto de se concluir no Senado Federal. Foi a denúncia dela, em parceria com os juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, que foi aceita para dar início ao processo.

Formalmente, o processo de impeachement em curso no Senado não acusa a presidente de crimes relacionados ao esquema de corrupção da Petrobras. No entanto, é evidente que os desdobramentos da operação Lava Jato, presidido por Sérgio Moro, estão no cerne do desgaste político da presidente. Na sexta-feira, o ex-presidente Lula acusou de “factóide” o seu indiciamento pela Polícia Federal na apuração sobre o tríplex do Guarujá, apenas dois antes da ida de Dilma ao Senado. 

O ativista Kim Takaguiri, de 20 anos, é considerado um dos expoentes da direita brasileira e é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo criado em 2014 para lutar contra o PT e divulgar ideias liberais. Neto de imigrantes japoneses, ele foi um dos organizadores de muitas das grandes manifestações pró-impeachment. 

O engenheiro e empresário Rogério Chequer, de 47 anos, é o líder do movimento Vem Pra Rua, que é uma das principais vozes contra o governo de Dilma Rousseff. A organização também foi uma das responsáveis por promover as grandes manifestações de março de 2015.

O administrador de empresas Marcello Reis, de 40 anos, é o fundador do grupo Revoltados Online, que surgiu como uma comunidade no Facebook. Entre as principais bandeiras defendidas por Reis estão o combate à corrupção e o impeachment de Dilma.

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