Pokémon e a borboleta

Texto do jornalista Laudelino José Sardá

Vocês, de meia e longa idade se lembram dos momentos infinitos de caçar borboletas, besouros e pássaros? E conseguem mensurar o tempo que nós consumíamos nessa alegria? Foi perda de tempo? Nossos pais por acaso diziam que jogávamos fora o tempo necessário à produtividade?

Pois é. Hoje estamos a condenar os jovens que em seus celulares caçam Pokémon, como se isso fosse algo nocivo à saúde.

Ora, ora. Há poucos dias, uma menina, estagiária de jornalismo, invadiu minha sala e como se estivesse filmando, percorreu todo o ambiente. E, de repente, ela gritou: “te peguei, danado”. E me explicou que fisgara o 34º Pokémon.

A diferença é que os jovens de hoje não precisam matar passarinhos para imobilizar Pokémon. A tecnologia os diverte enquanto lá fora os pássaros e animais estão vivendo e torcendo para que a tecnologia envolva as pessoas, sem precisar comprometê-los.

Precisamos aceitar as mudanças. Há menos de 30 anos escrevíamos numa máquina manual, a tal Olivetti. Mas isso é passado. Aliás, tenho uma máquina dessa como relíquia. Mas, gente, a tecnologia é nova era, novas ideias, novas ações, rapidez, como essa geração pensa.

Quem sabe aprendemos a caçar o Pokémon? Por que não? Vamos lembrar de nossos dias em que caçar borboletas e pássaros nos tomavam todo o dia, com o máxima alegria.

 

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