Um esquema de fraude em licitações para o transporte público, estourado em três cidades do Paraná, apontou para uma organização criminosa com tentáculos em sete estados, no Distrito Federal e 19 cidades brasileiras.
A quadrilha está sendo investigada pelo Ministério Público do Paraná e envolve especialmente as famílias Gulin, do Paraná, e Constantino, que controla também a companhia Gol.
Segundo os procuradores, há documentos suficientes para indicar a existência de uma “organização criminosa muito bem estruturada” que fraudava licitações em diversas cidades do país.
Estão presos preventivamente desde o final de junho Garrone Reck e Sacha Reck, da empresa Logitrans. Documentos obtidos pelo G1 indicam que em alguns casos, os editais – que deveriam ter sido feitos pelas prefeituras – são redigidos pelos próprios empresários e advogados meses antes do anúncio oficial da licitação.
Cidades onde o esquema é investigado
Distrito federal – Brasília
São Paulo – Marília, São Sebastião, Jaú e São José do Rio Preto
Minas Gerais – Uberlândia e Sete Lagoas
Mato Grosso do Sul – Campo Grande
Bahia – Porto Seguro
Santa Catarina – Joinville e Florianópolis
Paraná – Piraquara, Telêmaco Borba, Paranaguá, Maringá, Guarapuava e Pontal do Paraná
Pará – Belém