Exército de médicos impedidos de exercer a profissão no Brasil

Dos 126 mil estudantes brasileiros de Medicina, a metade estuda no exterior, mas a grande maioria não consegue validar seus diplomas. Na última contagem da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética, existiam 15 mil médicos formados sem condições de exercer a profissão. 

Somente na Bolívia, 25 mil brasileiros estão matriculados nas universidades locais.

O problema começa quando esses estudantes tentam entrar no mercado de trabalho no Brasil. Na última prova do Inep, realizada em março deste ano, dos 9% aprovados em primeira fase, realizada em novembro passado, 57% dos profissionais examinados foram reprovados.

De acordo com o presidente da Anadem, Raul Canal, o problema não está na qualidade do ensino oferecido na Bolívia ou em outros países, mas na capacidade das instituições brasileiras responsáveis pelo ensino superior de validar estes diplomas.

Especialista em Direito Médico, Raul Canal defende a aprovação de uma lei que aplique o exame obrigatório aos médicos brasileiros a exemplo do exame da ordem para os advogados.

Ele sugere que os profissionais formados no exterior recebam uma complementação curricular dentro do Ipep para se habilitarem ao exame Revalida e, posteriormente, aproveitados pelo progrma Mais Médicos.

 

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