Propinas foram pagas desde a licitação do Centro de Pesquisas

O esquema de desvios na Petrobras a partir do Consórcio Novo Cenpes para a construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro, teria acontecido desde o lançamento da licitação em 2007.

O consórcio é integrado pelas seguintes empresas: Construtora OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Schahin Engenharia e Construcap CCPS Engenharia.

Na mesma data foi aberta licitação para construção da Sede Administrativa em Vitória (ES) e Centro Integrado de Processamento de Dados (CIPD), no Rio de Janeiro

As empresas que formavam o Consórcio Novo Cenpes ajustaram vantagem indevida de R$ 18 milhões para que a WTorre saísse do certame, permitindo que o Consórcio renegociasse o preço com a Petrobrás. Concretizado o acerto, o Consórcio Novo Cenpes celebrou, em 21/01/2008, contrato com a Petrobras no valor de R$ 849.981.400,13.

Foram identificados pagamentos ilícitos de R$ 16 milhões transferidos a Adir Assad, R$ 3 milhões para Roberto Trombeta e Rodrigo Morales, US$ 711 mil para Mario Goes e R$ 1 milhão para Alexandre Romano.

O site TnPetróleo explica que Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de engenharia da Petrobras indicou que a obra ganha pelo Consórcio Novo Cenpes rendeu propinas de 2% do valor do contrato, tendo sido estas destinadas também ao ex-diretor da Petrobras Renato de Souza Duque e a agentes do Partido dos Trabalhadores.

Alexandre Romano confirmou ter intermediado propinas em favor de Paulo Adalberto Alves Ferreira, o qual as recebeu na condição de agente PT.

Foram identificadas transferências bancárias que somam mais de R$ 15 milhões provenientes das construtoras integrantes do Consórcio Novo Cenpes para empresas de Adir Assad, preso na última semana.