Causas da explosão na Usiminas estão sendo investigadas

autor Misto Brasília

Postado em 12/08/2018 07:22:22 - 07:13:00


Vista aérea de equipamentos após explosão na Usiminas em Minas Gerais/Arquivo/Ultradicas

Ainda não há uma conclusão sobre as análises nem prazo para finalizar o trabalho

A explosão de um gasômetro na Usiminas, em Ipatinga (MG), a 220 quilômetros de Belo Horizonte, levou à instauração de um gabinete de crise para apurar o acidente. O Ministério Público de Minas Gerais e representantes de órgãos ambientais se uniram para investigar a dimensão da explosão que feriu 34 pessoas e os impactos sobre a natureza.

O promotor responsável pelo trabalho, Rafael Pureza Nunes da Silva, afirmou à Agência Brasil que um inquérito civil público será instaurado para verificar os danos ambientais. A ação será conduzida pela Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Ipatinga. A Usiminas afirmou neste sábado que ainda não tem previsão sobre quando retomará plena produção na usina siderúrgica. A usina em Ipatinga era a única da companhia a continuar produzindo aço bruto. 

Segundo o promotor, foram feitas duas vistorias técnicas na região da Usiminas: uma ao longo do dia de sábado e outra na sexta (10) à noite, depois que houve o acidente. De acordo com ele, ainda não há uma conclusão sobre as análises nem prazo para finalizar o trabalho.

“Não trabalhamos com prazos. Queremos verificar a dimensão do acidente e os danos causados ao meio ambiente e às pessoas. A nossa preocupação é avaliar todos os detalhes”, disse Rafael Silva.

O gabinete de crise para investigar o acidente é coordenado pelo Ministério Público, mas conta também com representantes da  Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais, do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) e do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Caoma).

A Usiminas informou que investiga as causas do acidente, assim como assegurou que as normas de fiscalização e conduta para a manutenção do sistema de gasômetros são seguidas pela empresa.  A empresa emprega cerca de 6.500 trabalhadores diretos e já tinha passado por uma fatalidade na quarta-feira, quando um funcionário terceirizado morreu prestando serviços de manutenção em equipamento na área de aciaria da usina.


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