Desafio lixo zero

autor Vitória Colvara

Postado em 08/06/2018 19:51:32 - 19:43:00


Como produzimos lixo todos os dias, também devemos colaborar com soluções/Arquivo/Divulgação

Se formos esperar, continuaremos sujando nossas ruas, poluindo nossos mares e os nossos ares

Nessa semana, na terça-feira, comemorou-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Um tema que tem sido cada vez mais abordado, mas que ainda não está pautado como demanda política sendo, por vezes, considerado um assunto de menor importância. O cenário atual é bastante caótico, de modo que muitos ambientalistas reafirmaram que não há muito o que se comemorar, mas que a data nos convida a refletir e repensar os nossos hábitos.

Apesar de respeitar os pessimistas e os realistas, eu ainda faço parte do pequeno grupo de pessoas otimistas que acreditam na mudança de pensamento, na conscientização ambiental e, principalmente na auto responsabilidade. Parece papo da educação infantil mas, se cada um fizer a sua parte, já temos como garantir um condomínio mais agradável, um bairro mais limpo e, porque não uma cidade mais sustentável?

A Política Nacional de Resíduos Sólidos é de 2010 e desde que foi implementada já teve seus prazos prorrogados por duas vezes sob a falsa alegação, dos gestores públicos, de que não é possível acabar com o lixão a céu aberto, ou de que não há como fazer coleta seletiva. Se formos esperar a boa vontade do poder executivo, continuaremos sujando nossas ruas, poluindo nossos mares e contaminando nossos ares.

Querem uma boa notícia? Entre os dias 5 e 7 de junho o Centro de Convenções Ulysses Guimarães recebeu gente do mundo todo para discutir uma proposta inovadora e sensacional: Cidades Lixo Zero. O evento, totalmente gratuito, colocou em prática todos os pilares da sustentabilidade e em vez de trazer palestras apontando o problema, trouxe inúmeras possibilidades de solução, desde uma composteira urbana para se ter no apartamento, até o reaproveitamento de sacos de cimentos como material substitutivo ao couro.

Desde o momento que acordamos até a hora de dormir, produzimos uma quantidade alarmante de lixo e simplesmente não nos preocupamos com isso, como se não fosse nossa responsabilidade. Ora, se a culpa é das empresas ou dos políticos, temos que entender que somos nós os consumidores e os eleitores. Através da nossa compra e do nosso voto podemos nos manifestar e pressionar na tomada de decisões políticas.

Recuse o canudinho, a sacola plástica, o papel de presente, as embalagens. Separe seu lixo, conserte o que quebrou, frequente feiras de trocas e brechós. Não é tão difícil assim se engajar. Pode ter certeza que a sua atitude, por menor que seja, faz toda a diferença.


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