Denunciados Joesley Batista e o presidente da OAB do DF

autor Misto Brasília

Postado em 16/05/2018 07:30:10 - 07:19:00


Juliano Costa Couto, presidente da OAB-DF, foi denunciado por corrupção ativa/Arquivo/Reprodução

Entre cometidos pelos dois e mais quatro pessoas, como o advogado Willer Tomaz, estaria a corrupção

 

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), os executivos e delatores da J&F, holding que controla a JBS, Joesley Batista e Francisco de Assis por corrupção ativa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e embaraço à investigação no episódio de suposta “compra” de um procurador da República para vazar informações de interesse deles, afirmou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.

A acusação criminal apresentada no dia 27 de abril e que será relatada pela desembargadora Mônica Sifuentes, foi formalizada TRF-1, porque também foi denunciado o procurador da República Ângelo Goulart, que tem foro privilegiado. A peça, que está sob sigilo, acusa Goulart, que chegou a ser preso no ano passado neste caso, de ter recebido ajuda de custo da J&F para vazar informações internas da Procuradoria da República do Distrito Federal para investigados.

Em nota, a defesa de Joesley disse afirmar que recebe a notícia da denúncia com estranheza, apesar de não ter tido acesso à acusação. “Se confirmado o oferecimento de acusação usando fato denunciado pelo colaborador contra o próprio colaborador, verifica-se grave desrespeito à lei e às cláusulas do acordo de colaboração, firmado entre a PGR e Joesley Batista, que preveem a não denúncia”, disse.

Os denunciados

Joesley Batista (dono da J&F): corrupção ativa, violação de sigilo funcional, embaraço a investigações e lavagem de dinheiro;

Francisco de Assis (executivo da J&F): corrupção ativa, violação de sigilo funcional, embaraço a investigações e lavagem de dinheiro;

Ângelo Goulart Vilella (procurador da República): corrupção passiva, violação de sigilo funcional, embaraço a investigações e lavagem de dinheiro;

Willer Tomaz de Souza (advogado): corrupção ativa, violação de sigilo funcional, embaraço a investigações e lavagem de dinheiro;

André Gustavo Vieira da Silva (publicitário): corrupção ativa e lavagem de dinheiro;

Juliano Costa Couto (presidente da OAB-DF): corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

 


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