Justiça nega absolvição sumária de deputados na operação Dracon

autor Misto Brasília

Postado em 18/04/2018 19:31:01 - 19:21:00


Celina Leão e outros deputados são acusados de receber supostas propinas/Arquivo

Christiano Araújo, Celina Leão e Raimundo Leão queriam que fossem anuladas provas recolhidas

Os deputados distritais Raimundo Ribeiro (MDB), Christiano Araújo (PSD) e Celina Leão (PP) terão que responder às denúncias apresentadas na operação Dracon. O conselho especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal negou hoje as preliminares apresentadas pela defesa sobre nulidades da denúncia.

O desembargador relator José Divino de Oliveira afirmou que, “como visto, não foram trazidos elementos novos que demonstrassem, de forma cabal, a inocência dos acusados, de maneira que não se justifica a absolvição sumária de qualquer dos réus”. O posicionamento foi acompanhado pelos demais desembargadores.

A operação Dracon foi deflagrada por três vezes em 2016 pela Polícia Civil do DF e pela Procuradoria-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios para desarticular um suposto esquema de pagamento de propina na destinação e liberação de sobras orçamentárias da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Na primeira fase, os alvos foram os deputados distritais Celina Leão, Bispo Renato (PR), Júlio Cesar (PRB), Raimundo Ribeiro e Cristiano Araújo, além do ex-servidor da CLDF Valério Neves, o servidor Alexandre Braga e o ex-presidente do fundo de saúde do DF Ricardo Cardoso.

A outra etapa da operação, realizada em setembro daquele ano, foram feitas novas buscas na Câmara Legislativa e os investigadores já começaram a suspeitar que alguns documentos haviam sido retirados da Casa.

Na terceira e última fase, os alvos foram Sandro de Vieira Morais, ex-assessor de Celina Leão, e Alexandre Braga Cerqueira, assessor do deputado distrital Bispo Renato.


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