Empresário da Rodrimar continuará preso e governo fala em ''trama''

autor Misto Brasília

Postado em 30/03/2018 19:59:38 - 19:53:00


Antônio Grecco é investigado numa operação que envolve o presidente Temer/Arquivo/Montagem

Antonio Grecco teve o pedido de prisão negado e Planalto reclama das investigações da Skala

O empresário Antônio Celso Grecco, dono da empresa Rodrimar, preso ontem pela Polícia Federal continuará preso. A ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, negou há pouco o pedido da defesa para revogar a prisão. Atualizado às 20h21

Em depoimento à PF, o empresário preso ontem com mais nove pessoas na Operação Skala, disse que num encontro em Brasília o presidente Michel Temer prometeu avaliar um pedido para ajudar a resolver uma pendência no Porto de Santos, quando ainda era vice-presidente, registra o Uol.

O Palácio do Planalto divulgou nota hoje à tarde sobre as prisões de amigos próximos ao presidente Michel Temer. Informou que o presidente mais uma vez não beneficiou nenhuma empresa com o decreto e afirma que as acusações é uma forma de enfraquecer o mandato do presidente e que é uma “trama”, e que o presidente é alvo de “forças obscuras” com narrativas que repetem denúncias.

Nota do Palácio do Planalto

"O decreto dos portos, sob o qual está amparada a investigação sobre supostos benefícios à empresa Rodrimar, diz literalmente em seu Artigo 47-A, § 3º:

“O disposto neste artigo não se aplica aos contratos firmados antes da vigência da Lei 8.830, de 25 de fevereiro de 1993”.

A mais rasa leitura do decreto teria enterrado, no ano passado, o pedido de abertura de tal investigação pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot. O fato é que a Rodrimar não se encaixa neste parágrafo, neste artigo, no todo do decreto ou na sua interpretação, por mais ampla que se queira, conforme despacho do Ministério dos Transportes: “Conclui-se que as disposições do decreto número 9048/17 não se aplicam aos contratos da empresa Rodrimar S/A”.

Tal decreto nasceu após criação de grupo de trabalho pelo Ministério dos Transportes que realizou amplo e público debate, em reuniões que ocorreram entre setembro de 2016 e maio de 2017. Todas as áreas da Rodrimar serão relicitadas.

Sem ter fatos reais a investigar, autoridades tentam criar narrativas que gerem novas acusações. Buscam inquéritos arquivados duas vezes pelo Supremo Tribunal Federal, baseados em documentos forjados e já renegados formalmente à justiça, e mais uma vez em entrevista à revista Veja deste final de semana.

Tentam mais uma vez destruir a reputação do presidente Michel Temer. Usam métodos totalitários, com cerceamento dos direitos mais básicos para obter, forçadamente, testemunhos que possam ser usados em peças de acusação. Repetem o enredo de 2017, quando ofereceram os maiores benefícios aos irmãos Batista para criar falsa acusação que envolvesse o presidente. Não conseguiram e repetem a trama, que, no passado, pareceu tragédia, agora soa a farsa.

O atropelo dos fatos e da verdade busca retirar o presidente da vida pública, impedi-lo de continuar a prestar relevantes serviços ao país, como ele fez ao superar a mais forte recessão econômica da história brasileira. Bastou a simples menção a possível candidatura para que forças obscuras surgissem para tecer novas tramas sobre velhos enredos maledicentes. No Brasil do século XXI, alguns querem impedir candidatura. Busca-se impedir ao povo a livre escolha. Reinterpreta-se a Constituição, as leis e os decretos ao sabor do momento. Vê-se crimes em atos de absoluto respeito às leis e total obediência aos princípios democráticos".


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