Mesmo com racionamento, brasiliense consome muita água

autor Misto Brasília

Postado em 15/03/2018 20:06:23 - 19:56:00


Presidente da Codeplan, Lucio Rennó fala sobre a percepção sobre uso da água/Renato Araújo/Ag BSB

Pesquisa da Codeplan mostra que há conscientização, mas a prática não acompanha o discurso

Para o brasiliense, o velho ditado de que “faça o que digo, mas não faça o que faço”, parece fazer sentido quando se fala em economia de água. Pesquisa publicada hoje (15) pela Codeplan, mostra a percepção entre o discurso e a prática pela população, porque 90% disseram fechar a torneira ao escovar os destes, mas a percepção na sociedade foi de apenas 28%.

A pesquisa Comportamento Sustentável no DF – visões sobre conservação, preservação e coletividade foi realizada em 31 regiões administrativas entre 26 de janeiro a 20 de fevereiro, com 2.683 moradores.

Por isso, mesmo sob um regime de racionamento de água há mais de um ano (começou em janeiro de 2017), o consumo per capita ficou acima do que recomenda a Organização Mundial da Saúde. Em Brasília, a média é de 129 litros por dia. A OMS sugere 110 litros. Mas a boa notícia é que o consumo por pessoa tem caído ano após ano. Em 2014, 189 litros por dia, Em 2015 foram 153 litros e 2016, chegou-se a 147 litros por dia.

As únicas áreas onde houve aumento per capita foram o Paranoá e o Riacho Fundo II, regiões em que a Caesb passou a abastecer programas residenciais, como o Paranoá Parque e novas etapas do Morar Bem.

O aumento da conscientização pode ser associado a um conjunto de fatores, como explica o diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), Jorge Werneck.

“Percebemos uma maior mobilização e conscientização, mas também houve um período de readequação da tarifa de água, a diminuição da pressão e o racionamento em si, medidas importantes durante a fase mais crítica da crise”, atribui.


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