Carnaval da politização nas ruas e no Sambódromo do Rio

autor Misto Brasília

Postado em 11/02/2018 20:31:30 - 20:25:00


Bloco Simpatia É Quase Amor ironiza o prefeito Marcelo Crivela/Wladimir Platonow/Agência Brasil

O último boom de enredos politizados havia sido observado na redemocratização, em 1989

A folia que irá toma conta do Rio de Janeiro será marcada por uma forte politização, no Sambódromo e nas ruas. Na avenida, será a mais intensa observada em quase três décadas. A politização dos enredos neste ano ocorre justamente após um corte de 50% na verba destinada pela prefeitura do Rio às escolas. Em vez de R$ 2 milhões, cada escola passou a receber R$ 1 milhão anual.

Entre as 13 escolas de samba do Grupo Especial, a elite do Carnaval carioca, sete irão apresentar enredos de cunho político-social. Enquanto a Beija-flor lembra os "filhos" abandonados pela pátria, a Mangueira exalta a cultura de rua como expressão não alienada. A São Clemente, por sua vez, lembra o incêndio no prédio da Escola de Belas Artes da UFRJ, ainda sem solução.

Vencedoras da edição anterior, Mocidade Independente e Portela bradam contra a intolerância e reivindicam a integração entre os povos. Já o Paraíso do Tuiuti lembra as novas formas de cativeiro, ao passo que o protagonismo das mulheres negras é tema central na escolha do Salgueiro.

O último boom de enredos politizados havia sido observado na redemocratização, período que tem como marco o tema escolhido pela Imperatriz Leopoldinense em 1989. Com "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós", a escola exaltava os 100 anos da proclamação da República. (Da DW)


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