Cultura e sexo, tudo a ver

autor Misto Brasília

Postado em 21/12/2017 10:04:27 - 09:52:00


Pelo estudo da Universidade de Indiana, se faz muito sexo no Natal e Ano Novo/Arquivo/Reprodução

Estudo concluiu que as épocas festivas, como o Natal, definem mais nascimentos nove meses depois

“Amor em tempos de festa” é o título do comunicado de imprensa sobre o estudo publicado nesta quinta-feira na revista Scientific Reports onde uma equipe de investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e da Universidade de Indiana, nos EUA, esclarece algumas questões sobre os padrões de reprodução humana.

Os investigadores “viram que estes padrões cíclicos eram mais semelhantes entre países que partilhavam a mesma tradição cultural do que entre países com a mesma localização geográfica”, nota o comunicado do IGC, adiantando que “países como a Austrália ou o Brasil tinham padrões semelhantes quando comparados com países do hemisfério Norte como Portugal, Alemanha ou EUA”.

O artigo científico tem um título menos apelativo, mas mais esclarecedor sobre as conclusões desta investigação: “Os ciclos de reprodução humana são guiados pela cultura e coincidem com estados de espírito coletivos”, segundo a reportagem do Público.

Ou seja, em setembro nascem mais bebês nos países do hemisfério Norte. Porquê? Porque passaram nove meses desde as épocas festivas do Natal e passagem de ano e o seu, agora cientificamente provado, espírito fértil.

Uma investigação a 10% das publicações públicas feitas no Twitter, entre 2010 e 2014, e de pesquisas online em 130 países que incluíam termos relativos a sexo, afasta uma explicação biológica para o pico de nascimentos registados em setembro e substitui a raiz deste fenômeno por questões sociais.

Em relação às procuras por sexo na Internet, a investigação apoiou-se num serviço oferecido pelo Google, chamado Google Trends, que permite conhecer como variam as pesquisas por determinado termo ou tema, ao longo do tempo e em muitos países. Com a análise dos padrões de pesquisa, foi fácil perceber que o interesse em sexo não é uniforme ao longo do ano. 

Este lado fértil das celebrações – ou “disposição para amar”, como refere o comunicado – foi observado em duas culturas diferentes, com picos no Natal, na maioria dos países cristãos, e no Id al-Fitr (que marca o fim do jejum do Ramadão) na maioria dos países muçulmanos. O caso da celebração muçulmana é ainda mais significativo, uma vez que não ocorre na mesma data todos os anos e percebeu-se que o efeito acompanha as variações de data, confirmando um padrão cultural.

O cientista Luís Rocha admite que o estudo “não consegue separar muito bem a influência do Natal e do Fim do Ano por estarem tão próximos”, até porque, nota, as “pesquisas semanais que usamos, em alguns anos incluem as pesquisas do Ano Novo”.


Temer diz em pronunciamento que torce pelo novo presidente
Governadores eleitos e reeleitos entregam carta a Bolsonaro
veja +
Universidades apoiam criação de fundo patrimonial, mas criticam trechos da MP 851
Comissão aprova isenção de IPVA a ex-proprietário de veículo
Excesso de peso em bagagens no transporte aéreo pode ter novas regras
veja +