Fraude em concurso envolve mais de 100 pessoas em Brasília

autor Misto Brasília

Postado em 21/08/2017 18:18:32 - 18:14:00


Número de envolvidos que pagaram para passar em concurso deve ser maior/Arquivo/Divulgação

Operação policial contra a Máfia dos Concursos deflagrada hoje deve revelar esquema milionário

Pelo menos 100 pessoas pagaram para passar em concursos públicos somente no Distrito Federal, num esquema que foi desbaratado nesta segunda-feira a partir de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal. O líder da quadrilha da chamada Máfia dos Concursos, Hélio Garcia Ortiz, foi preso esta manhã após três meses de investigação.

O governador Rodrigo Rollemberg disse que os servidores do GDF aprovados de forma fraudulenta serão exonerados. A declaração foi dada durante participação do chefe do Executivo local no programa CB.Poder, da TV Brasília.

O ex-servidor do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) foi identificado como líder da Máfia dos Concursos e preso no âmbito da Operação Galileu em 2005.

Também preso preventivamente, o filho dele, Bruno Ortiz, que passou em um concurso para o cargo de oficial de justiça, no Tribunal do Pará. Foram cumpridos 15 mandados de condução coercitiva e quatro mandados de busca e apreensão. O esquema envolveria a banca Cespe, que é contratada pelos grandes certames nacionais.

Os concorrentes pagavam uma entrada de R$ 5 mil a R$ 20 mil. Após a posse do cargo público, eles ainda realizavam um repasse equivalente a 20 vezes a remuneração prevista em edital.      

Segundo informações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco), as investigações daqui para frente determinará a extensão do escândalo revelado pela operação Panoptes.

A organização criminosa, segundo a polícia, utilizava quatro formas de fraudes: uso de pontos eletrônicos por onde os candidatos recebiam as respostas; uso de aparelhos celulares deixados em locais da prova, como nos banheiros; utilização de identidades falsas, para que uma pessoa se passasse pelo candidato; bem como a participação de integrantes das bancas examinadoras na organização criminosa.


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