Mulher – radiografia da desigualdade

autor Misto Brasília

Postado em 08/03/2017 09:40:47 - 09:33:00


Manifestação de mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho/Arquivo/Divulgação

No 8 de março, Dia Internacional da Mulher, há pouco a celebrar e muito por que lutar

Em pleno 2017, uma radiografia da situação ainda mostra um mundo opressivamente desigual; um planeta que discrimina metade de seus habitantes e no qual elas são muito mais vulneráveis.

Em que a cada 10 minutos uma mulher é assassinada por seu companheiro ou ex-companheiro e uma de cada três sofreu uma agressão sexual. 

Mais de 220 milhões de mulheres em idade reprodutiva e que convivem com seus parceiros não têm acesso a métodos contraceptivos modernos, embora não desejem engravidar, segundo dados do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

O aborto é ainda proibido em mais de dez países (cinco deles na América Latina) e os ataques ao direito de a mulher decidir sobre a maternidade não só não cessam, mas recrudesceram.

Em nível mundial, informa reportagem do El País, as mulheres só ganham 77 cêntimos para cada dólar recebido pelos homens por um trabalho de igual valor, segundo dados da ONU.

No Brasil, um homem negro ganha 40% a mais do que uma mulher negra. Se comparado a uma mulher branca, a diferença é ainda mais acentuada: uma branca recebe 70% a mais do que uma negra.

No 8 de março há pouco a celebrar e muito por que lutar, afirma Malgorzata Jonczy Adamska, psicóloga e pedagoga de origem polonesa que vive na Noruega. 

Apesar de terem ocorrido avanços, ainda há países que não possuem uma legislação específica sobre violência contra a mulher. Na Rússia houve um passo atrás: o país descriminalizou parte desse tipo de agressão, apesar de a violência machista ser ali um gravíssimo problema.

Em pleno século XXI, as paquistanesas casadas não podem registrar um negócio sem a permissão do marido. Nem as congolesas, que, como as nigerinas, também não podem abrir uma conta de banco sem a assinatura de seu cônjuge: a mesma discriminação que enfrentaram as mulheres espanholas durante o franquismo.

No Afeganistão, Malásia, Omã, Arábia Saudita, Iêmen e outros 12 países a mulher não pode viajar para o exterior sem a permissão do marido.

Em 32 países, as mulheres casadas nem sequer podem ter passaporte próprio (Mali, Jordânia, Iraque, entre outros). Na Bolívia, Camarões e Guiné existem leis que estabelecem que as mulheres casadas precisam da permissão dos maridos para assinar um contrato de trabalho. Em lugares como o Líbano não podem transferir sua nacionalidade aos filhos.

Mais de 50 milhões de meninas não vão à escola no mundo –a maioria delas em países da África, segundo dados da Unicef. Em Serra Leoa e a Guiné Equatorial, onde uma lei proíbe as garotas grávidas de irem as escolas pois podem “contagiar” suas companheiras. 


Temer diz em pronunciamento que torce pelo novo presidente
Governadores eleitos e reeleitos entregam carta a Bolsonaro
veja +
Universidades apoiam criação de fundo patrimonial, mas criticam trechos da MP 851
Comissão aprova isenção de IPVA a ex-proprietário de veículo
Excesso de peso em bagagens no transporte aéreo pode ter novas regras
veja +