Morre um dos maiores poetas brasileiros, Ferreira Gullar

autor Misto Brasília

Postado em 04/12/2016 12:00:30 - 11:58:00


Ferreira Gullar morreu aos 86 anos, no Rio de Janeiro/Arquivo

Dramaturgo deixa uma vasta obra literária; ele também teve uma participação grande na política

Ferreira Gullar morreu neste domingo (4) no Rio, aos 86 anos. Nascido José de Ribamar Ferreira em São Luís (MA), em 10 de setembro de 1930, Ferreira Gullar foi um dos maiores escritores brasileiros do século XX.

Assista o vídeo na Seção Vídeo com Ferreira Gullar

Foi Gullar quem escreveu o manifesto que marcou a aparição, em 1959, do movimento neoconcreto, do qual também foram expoentes artistas como Lygia Clark e Hélio Oiticica. No mesmo ano, saiu o ensaio “Teoria do não-objeto”, outro texto fundamental do movimento.

Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL) em 2014, ocupando a cadeira nº 37.

Cresceu em sua cidade natal e decidiu se tornar poeta na adolescência. Com 18 anos, passou a frequentar os bares da Praça João Lisboa e o Grêmio Lítero-Recreativo da cidade. Aos 19 anos, descobriu a poesia moderna depois de ler Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira.

Durante o exílio na capital argentina, escreveu sua obra-prima: “Poema sujo” (1976). Trata-se de um poema com quase cem páginas que teve ótima recepção. Foi traduzido para diversas línguas.

Gullar só voltou ao Brasil em 1977, onde foi novamente preso e também torturado. Consegui ser solto depois de pressão internacional e trabalhou na imprensa do Rio e como roteirista de TV. (Do Globo)

Poesia

“Um pouco acima do chão” (1949)

“A luta corporal” (1954)

“Poemas” (1958)

“João Boa-Morte, cabra marcado para morrer” [cordel] (1962)

“Quem matou Aparecida?” [cordel] (1962)

“A luta corporal e novos poemas” (1966)

“Por você, por mim” (1968)

“Dentro da noite veloz” (1975)

“Poema sujo” (1976)

“Na vertigem do dia” (1980)

“Crime na flora ou ordem e progresso” (1986)

“Barulhos” (1987)

“Formigueiro” (1991)

“Muitas vozes” (1999)

Crônica

“A estranha vida banal (1989)

Infantil e juvenil

“Um gato chamado gatinho” (2000)

“O menino e o arco-íris” (2001)

“O rei que mora no mar” (2001)

“O touro encantado” (2003)

“Dr. Urubu e outras fábulas” (2005)

Conto

“Gamação” (1996)

“Cidades inventadas” (1997)

Memória

“Rabo de foguete” (1998)

Biografia

“Nise da Silveira” (1996)

Ensaio

“Teoria do não-objeto” (1959)

“Cultura posta em questão” (1965)

“Vanguarda e subdesenvolvimento” (1969)

“Augusto dos Anjos ou morte e vida nordestina” (1976)Aê

Uma Luz no Chão - 1978

Sobre Arte - 1982

Etapas da Arte Contemporânea: do Cubismo à Arte Neoconcreta - 1985

Indagações de Hoje - 1989

Argumentação Contra a Morte da Arte - 1993

Relâmpagos - 2003

Sobre Arte, sobre Poesia - 2006

Teatro

Se Correr o Bicho Pega, se Ficar o Bicho Come - 1966 - com Oduvaldo Vianna Filho

A saída? Onde fica a Saída? - 1967 - com Antônio Carlos Fontoura e Armando Costa

Dr. Getúlio, Sua Vida e Sua Glória - 1968 - com Dias Gomes

Um rubi no umbigo - 1978

 

O Homem como Invensão de si Mesmo – 2012


Temer diz em pronunciamento que torce pelo novo presidente
Governadores eleitos e reeleitos entregam carta a Bolsonaro
veja +
Pré-sal, royalties, precatórios e Jovem Senador são destaques do Plenário
Kajuru vai propor medidas para investigar a CBF
Universidades apoiam criação de fundo patrimonial, mas criticam trechos da MP 851
veja +