Índios ameaçam matar o mais conhecido cacique suruí

autor Misto Brasília

Postado em 21/11/2016 18:38:56 - 18:26:00


Almir tem medo de morrer dentro da própria reserva indígena/Divulgação/L'Echo

Exploração madeireira, principalmente, é o combustível da desagregação dos suruís

Almir Narayamoga Suruí, 42 anos, é provavelmente o índio brasileiro mais viajado do mundo. Fez importantes acordos para a preservação da floresta amazônica com entidades e empresas como a Natura e o Google, mas nada disso poderá impedir que ele seja morto.

A ameaça não é só de madeireiros, garimpeiros ou fazendeiros, mas parte de sua própria gente na Terra Indígena Sete de Setembro, entre Rondônia e Mato Grosso. Almir é chefe dos paiter-suruís e um dos principais líderes indígenas do Brasil pelo seu trabalho. Mora com a família em Cacoal, vizinha da terra indígena Sete de Setembro e a 480 quilômetros de Porto Velho,.

A terra dos suruís (ou paiter, como se intitulam) fica em um dos principais focos do chamado "arco do desmatamento", região em que a fronteira agrícola avança em direção à floresta e responde pelos maiores índices de desmatamento da Amazônia, de acordo com reportagem da BBC Brasil.

Segundo Almir, hoje 15 das 25 aldeias da terra indígena estão envolvidas em exploração ilegal de recursos naturais. Cinco se opõem à presença de madeireiros e cinco estão divididas, afirma.

"A floresta não precisa ser intocável, mas deve ser usada com planejamento e critério. Somos contra a forma como a madeira está sendo retirada", diz o líder dos paiter-suruís.

"A situação é frágil e delicada. Madeireiros assediam índios com coisas que o Estado não consegue suprir, como saúde e educação, e com outras que o Estado nem supriria, como dinheiro para carros e motos. Algumas lideranças se acostumaram com essa renda, o que torna o problema histórico", afirma o procurador da República Henrique Heck.


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