Os jovens brasileiros de R$ 3,2 bilhões

autor Misto Brasília

Postado em 10/07/2019 09:41:49 - 09:33:00


Henrique e Pedro com o cartão corporativa da Brex em parceria com o Visa/DN

Eles têm 23 e 22 anos, não tem curso superior, mas estão fazendo fortuna com a fintech Brex

Henrique Dubugras e Pedro Franceschi são uma das duplas sensação em Silicon Valley, à conta da fintech Brex. Aos 23 anos e sem curso superior, a dupla tem uma fortuna avaliada em US$ 860 milhões (R$ 3,2 bilhões) e o título de startup em acelerado crescimento. 

Os dois jovens brasileiros ainda chegaram a estar inscritos em Stanford, uma das universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos, mas não foram além do primeiro ano de curso. Quase que se pode dizer que os dois jovens seguem as pisadas de nomes como Bill Gates ou Mark Zuckerberg – todos passaram pela faculdade, desistiram e mais tarde fundaram impérios de milhões. Neste caso, a fintech de Dubugras e Franceschi, a startup Brex, já está avaliada em 2,6 mil milhões de dólares.

Henrique Dubugras, 23 anos, já tem quase dez anos de experiência no mundo do empreendedorismo, conforme conta a Bloomberg. Aos 14 anos, fundou a primeira empresa, ligada ao mundo dos videojogos, mas o tempo de operação foi curto. Problemas com as patentes acabariam por ditar o fim do negócio. Apesar da tenra idade, Dubugras não desistiu. Juntou-se a Pedro Franceschi, que hoje tem 22 anos, e a dupla criou uma empresa de pagamentos, a Pagar.me. A empresa nasceu em 2014 e rapidamente cresceu – dois anos depois, tinha cerca de 150 trabalhadores, antes de ser vendida à Stone.

O lançamento da Brex acabou por afastar os jovens do mundo acadêmico, há dois anos. O primeiro produto comercial da startup só foi lançado no ano passado, mas a ascensão da fintech já arrancou.

A Brex permite a criação de cartões de crédito, através da Internet, para o mundo corporativo, focando-se em pequenas empresas e startups. À revista Fortune, a dupla explica que muitas startups e empresas mais pequenas não conseguem ter receitas suficientes para serem elegíveis para um cartão corporativo – mesmo que arrecadem milhões em rondas de investimento.

À agência Bloomberg, Henrique Dubugras explica que, além da rapidez da criação do cartão corporativo, com menos restrições e entraves do que outras opções no mercado, a startup consegue atrair pequenas empresas pela disponibilização da plataforma de gestão de despesas associada aos cartões.

De acordo com a empresa de análise EquityZen, citada pela Bloomberg, cada um dos jovens já terá arrecadado algo como US$ 430 milhões (cerca de 383 milhões de euros ou R$ 1,6 bilhão, na conversão atual).

Em 2017, a Brex estava avaliada em U$S 25 milhões (R$ 95 milhões) – pouco tempo depois da fundação, situando a empresa na lista das startups com crescimento mais acelerado, a par da Uber ou da empresa de trotinetes Lime. Ao longo destes dois anos de vida, a startup já arrecadou cerca de 300 milhões de dólares em rondas de investimento. (Do DN)


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