PMs são presos por grilagem de terra

autor Misto Brasília

Postado em 29/05/2019 08:43:10 - 08:38:00


Grilagem de terras levou hoje à prisão de sete policiais militares/Arquivo/Reprodução vídeo

Operação que acontece nesta manhã no DF mira uma quadrilha especializada na venda de imóveis

Sete policiais militares foram presos nesta manhã no Distrito Federal acusados de grilagem de terra. Neste momento estão sendo cumpridos mandados judiciais por conta de ocupações irregulares no Condomínio Sol Nascente. Em uma outra operação realizada em março, advogados foram investigados por grilagem e ocupação irregular do solo. Atualizado às 09h00.

Os policiais são suspeitos de integrar uma quadrilha que vendia terrenos irregularmente. Eles seriam o braço armado de uma quadrilha especializada nesse tipo de crime, assim como proteger membros da quadrilha. Os policiais já são investigados em outro processo e por isso a Auditoria Militar decretou a prisão.

A Operação Horus é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do DF, em atuação conjunta com a Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (CECOR).  

As investigações ocorrem desde 2011 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), há oito anos e apontam que a prática ilícita é antiga e que o parcelamento irregular do solo é feito de forma habitual e constante por eles. As investigações tem com base também informações contidas em Inquérito Policial Militar instaurado pelo Departamento de Controle e Correição da Polícia Militar.

Segundo publicou o site Metrópoles, Um dos investigados na Operação Horus é o sargento José Claudio Bonina, conhecido como “Véi da 12”. Promotores e policiais cumpriram um mandado de busca a apreensão na casa dele. O militar é conhecido por ostentar uma arma calibre .12. Costuma fazer muitas apreensões de drogas e armas. Nas últimas eleições, ele se candidatou pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN) a deputado distrital, mas não foi eleito.

Também são investigados um policial da reserva chamado Amarildo da Cruz e outro da ativa chamado Paulo Henrique, assim como um ex-servidor da Codhab Edson Cordeiro, que foi citado por várias pessoas que compraram os imóveis.


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