Facebook, perto da saturação

autor Misto Brasília

Postado em 01/11/2018 11:15:13 - 10:06:00


Mark Zuckerberg diz que futuro são as mensagens privadas e efêmeras/Reprodução/Divulgação

Rede social perdeu, por dia, um milhão de usuários na Europa, devido à nova lei de proteção de dados

Texto de Daniela Filipe

Mark Zuckerberg alertou os investidores para um crescimento mais lento da rede social nos próximos anos, face às novas leis sobre a privacidade dos utilizadores, a tendência para a escolha de formas de comunicação mais privadas, e o crescimento desacelerado no que diz respeito a novos utilizadores na Europa e na América do Norte.

Numa conferência após a divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre de 2018, que terminou em setembro, o diretor executivo e co-fundador do Facebook apresentou alguns desafios a ultrapassar. Após um ano de escândalos ligados a quebras de privacidade dos utilizadores, à queda dos preços das ações e à saída de membros da equipa, Zuckerberg disse que levará “algum tempo” até que as receitas da publicidade se adaptem à mudança de comportamento dos utilizadores.

De acordo com o relatório financeiro publicado, as receitas da rede social cresceram 33% em relação ao mesmo período do ano passado. Contudo, em comparação com o trimestre anterior, em que o crescimento foi de 42% em relação ao período equivalente em 2017, deu-se uma descida significativa.

Em comunicado na sua página do Facebook, Zuckerberg disse que o mercado da empresa na Europa e na América do Norte pode “estar perto da saturação”, já que a rede social perdeu, por dia, um milhão de utilizadores ativos na Europa, devido à nova lei de proteção de dados, e ganhou apenas umas centenas de milhares de novos utilizadores nos EUA e no Canadá. Revelou ainda que o futuro da rede social depende dos utilizadores dos “países em desenvolvimento”, que estão a aderir aos seus serviços mais do que nunca.

O futuro do Facebook passa também por transitar do feed de notícias tradicional, onde as publicações são permanentes, para mensagens privadas e serviços semelhantes ao das “histórias” da aplicação Instagram, comprada pelo Facebook em 2012. Zuckerberg acredita que o seu carácter efémero é o futuro, ainda que de momento seja menos lucrativo pela falta de publicidade: “As pessoas sentem-se mais confortáveis para ser elas mesmas quando sabem que o seu conteúdo vai ser visto por um grupo mais pequeno de pessoas, e quando sabem que não vai ficar visível para sempre”.

(Daniela Filipe é repórter do Público)


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