Ministro nega liminar, mas manda investigar Bolsonaro

autor Misto Brasília

Postado em 20/10/2018 06:17:24 - 06:10:00


Bolsonaro e Haddad agora travam uma briga jurídica na justiça eleitoral/Arquivo

Coligação de Fernando Haddad pediu a cassação da chapa do candidato do PSL que nega acusações

O ministro Jorge Mussi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizou nesta sexta-feira a abertura de uma investigação requerida pela chapa presidencial de Fernando Haddad sobre o suposto envio de mensagens em massa por WhatsApp bancado por empresários contra petistas, conforme reportagem do jornal Folha de São Paulo.

O WhatsApp informou que está “tomando medida legal imediata” contra empresas que estão enviando mensagens em massa sobre a eleição presidencial no Brasil. Bolsonaro, disse em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta sexta-feira que não tem conhecimento de que apoiadores tenham financiado o envio em massa de mensagens pelo WhatsApp contra o petista Fernando Haddad.

A coligação de Haddad tinha pedido na quinta-feira a apuração com o objetivo de cassar a chapa do adversário e líder das pesquisas na corrida ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PSL), apontado pela chapa petista como beneficiário da ação que teria sido feita por empresários.

Embora tenha autorizado a investigação, o ministro do TSE rejeitou os pedidos de liminar solicitados pela coligação petista para conceder liminares para fazer busca e apreensão e quebrar sigilos bancário, telefônico e telemático de empresários e empresas supostamente envolvidos no caso.

“(...) Observo que toda a argumentação desenvolvida pela autora está lastreada em matérias jornalísticas, cujos elementos não ostentam aptidão para, em princípio, nesta fase processual de cognição sumária, demonstrar a plausibilidade da tese em que se fundam os pedidos e o perigo de se dar o eventual provimento em momento próprio, no exame aprofundado que a regular instrução assegurará (LC nº 64/90, art. 22, V a VIII), razão pela qual, à míngua dos pressupostos autorizadores, indefiro as postulações cautelares”, decidiu o magistrado.


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