Duas operações miram a família do tucano Beto Richa

autor Misto Brasília

Postado em 11/09/2018 12:10:59 - 12:03:00


Beto Richa foi preso hoje acusado de receber R$ 4 milhões de propina/Arquivo

Nesta manhã foram presos o ex-governador do Paraná, sua mulher, irmão e um empresário

O delegado da Polícia Federal Felipe Hayashi falou em "coincidência" sobre duas operações simultâneas nesta terça-feira (11) contra a família do candidato ao Senado, o ex-governador Beto Richa (PSDB).

"Houve pedido de algumas prisões temporárias, porque entendemos que eram imprescindíveis. No entanto, o juízo entendeu que isso não era necessário neste momento, não descartando a hipótese de que esse requerimento possa ser refeito após a análise de buscas e apreensões", sem mencionar nomes.

O Ministério Público Federal no Paraná investiga suposto recebimento de propina de R$ 4 milhões ao ex-governador pagos pela construtora Odebrecht. O valor seria uma contrapartida ao fato de a empresa ser vitoriosa na licitação da rodovia PR-323. Os supostos crimes teriam ocorrido entre 2012 e 2014, mas alguns dos envolvidos continuaram a cometer atos ilícitos, segundo os procuradores.

Em entrevista coletiva na nesta manhã, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima culpou o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo alegado atraso nas investigações contra o ex-governador. "Essas investigações poderiam ter sido antes se não fossem essas decisões", observou.

Beto Richa, a mulher dele, Fernanda Richa, e o irmão, Pepe Richa, foram presos em outra operação, também deflagrada nesta terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual do Paraná. Também foram presos Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete de Richa, o empresário Jorge Theodócio Atherino e Tiago Correia Adriano Rocha, indicado como braço-direito de Jorge.

Ainda foi alvo de mandado de prisão o empresário Joel Malucelli, que está fora do país. "A J.Malucelli Equipamentos nega, veementemente, a participação em qualquer irregularidade e informa que não firmou qualquer contrato com o governo do Paraná relacionado às Patrulhas Rurais", informou a empresa em nota divulgada. 

A defesa de Richa afirmou à RIC Paraná que não teve conhecimento do teor da decisão. O portal R7 informou que não conseguiu contato com a defesa dos demais investigados. 


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