Servidores prometem mobilização contra congelamento

autor Misto Brasília

Postado em 01/09/2018 19:40:08 - 19:24:00


Manifestação dos servidores que prometem novamente se mobilizar /Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Medida Provisória que congela os reajustes até 2020 foi publicada hoje no Diário Oficial da União

O Diário Oficial da União publicou hoje, em edição extra, a Medida Provisória 849, que adia para 2020 o reajuste de servidores públicos federais, até então programado para o ano que vem. A decisão foi comunicada pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, durante apresentação do Projeto de Lei Orçamentária (Ploa) de 2019, segundo a ABr.

Em sua página na internet, a Associação dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Anfip), considerou a decisão de “um grave ataque” aos servidores federais e “mais uma tentativa dedesestruturar o serviço público brasileiro”.

O Fórum Nacional Permanente das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), também agendou reunião com as carreiras para tratar do assunto. O Fórum lembrou que o funcionalismo já derrubou no Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado, a Medida Provisória (MP 805/2017), com semelhante objetivo.

Os servidores federais prometem uma ampla campanha de mídia para denunciar o descumprimento das leis de reajuste, vão atuar no Congresso para derrubar uma eventual Medida Provisória e apresentar nova Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), para fazer valer a jurisprudência do STF, que assegura o pagamento de reajustes plurianuais.

Ao justificar o adiamento do reajuste, que deveria estar em vigor desde o ano passado, Guardia citou a necessidade de ajuste fiscal e disse que o atual momento do país não comporta o crescimento de gastos públicos obrigatórios. Segundo o ministro, a previsão do reajuste, entretanto, está mantida no Projeto de Lei Orçamentária, caso a MP que adia o aumento salarial não seja aprovada no Congresso Nacional.

O adiamento do reajuste a servidores públicos federais dará flexibilidade de R$ 4,7 bilhões para o próximo governo gastar com outras despesas, como investimentos federais (obras públicas e compra de equipamentos). Originalmente, o impacto seria de R$ 6,9 bilhões, mas Guardia explicou que um total de R$ 2,2 bilhões de reajustes previstos não foi regulamentado e perdeu a validade.


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