Servidores devem ficar mesmo sem os reajustes salariais

autor Misto Brasília

Postado em 01/09/2018 08:03:16 - 07:59:00


Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que falou sobre o Orçamento de 2019/Arquivo

No Orçamento enviado ao Congresso há a previsão, mas uma MP vai suspender o beneficio

O governo do presidente Michel Temer não previu no Orçamento de 2019 o adiamento em 12 meses do reajuste salarial do funcionalismo público, como chegou a cogitar, mas divulgou nesta sexta-feira que enviará uma Medida Provisória ao Congresso Nacional sobre o tema mesmo assim. Nesta semana, Temer afirmou publicamente que não acataria a postergação do reajuste.

“O que quisemos fazer foi que, caso MP não seja aprovada, nós já enfrentamos questão de preparar Orçamento compatível com essa realidade”, afirmou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Bastante questionado sobre o recuo, Guardia tentou minimizar a questão, afirmando que o governo encontrou, com este desenho, “uma maneira equilibrada, conservadora, prudente e absolutamente transparente de fazer o que o presidente queria fazer”.

Caso aprovada pelo Congresso, a MP irá resultar numa economia de 4,7 bilhões de reais, que poderão, por exemplo, ajudar a aumentar os investimentos no ano. Antes, o governo falava em uma possibilidade de poupar R$ 6,9 bilhões com a mesma iniciativa.

“A diferença ... é porque havia R$ 2,2 bilhões de despesas que o governo discutia de eventualmente conceder de aumentos, mas que não foram”, explicou o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, pontuando que esse montante acabou sendo então realocado dentro das despesas discricionárias, sendo incorporado no orçamento.


Orquestra de Brasília e o Coral 10 interpretam Cio da Terra
Governador do Pará diz que contas dos estados passarão por pente-fino
veja +
Proposta reserva vagas de instituições de ensino para pessoas com deficiência
Câmara analisa propostas para deduzir do IR despesas com remédios, óculos e próteses
Ibaneis disse que vai "colaborar" para a aprovação da reforma previdenciária
veja +