Sinal amarelo para a destruição do Cerrado brasileiro

autor Misto Brasília

Postado em 28/08/2018 09:48:56 - 09:41:00


Produção agrícola em larga escala, especialmente de soja, está reduzindo o Cerrado/Arquivo

Maior savana da América do Sul perdeu 105 mil quilômetros quadrados nos últimos dez anos

O Cerrado perdeu mais de 105 mil quilômetros quadrados de mata nativa desde 2008, de acordo com dados do governo. O número representa 50% a mais que o desmatamento visto no mesmo período na Amazônia, um bioma pelo menos três vezes maior. “A retirada da vegetação pode levar um corpo hídrico à extinção”, disse Liliana Pena Naval, que é professora de engenharia ambiental na Universidade Federal do Tocantins.

Considerando o tamanho relativo, o Cerrado desaparece quase quatro vezes mais rápido que a floresta amazônica. A observação é de uma reportagem de fôlego divulgada hoje pela Reuters e que foi elaborada pelo repórter Jake Spring.

O Cerrado, a maior savana da América do Sul, é um reservatório vital de dióxido de carbono, o gás do efeito estufa cujo aumento de emissões causadas pela queima de combustíveis fósseis e pelo desmatamento contribui para o aquecimento da atmosfera terrestre.

Políticas permissivas de uso da terra e seu preço relativamente baixo ajudaram a catapultar o Brasil ao nível de potência agrícola, o maior exportador de soja, carne bovina e frango do mundo. O potencial do Cerrado também ofuscou o interesse de agricultores e pecuaristas pela região amazônica, cujo aumento do desmatamento provocou um clamor mundial por sua preservação.

A contrapartida para a desaceleração da destruição da renomada floresta tropical, que já atingia os piores níveis da história, foi, segundo ambientalistas, colocar em risco outra zona ecológica vital: o Cerrado, uma vasta savana que abriga 5 por cento das espécies do planeta.


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